Quem são os catequistas mártires do Guiúa?

São 23 moçambicanos, homens, mulheres e crianças, que foram mortos quando se encontravam no Centro Catequético do Guiúa, na Diocese de Inhambane, para participarem num curso de formação de longa duração para famílias de catequistas.

Foi no dia 22 de Março de 1992 que foram mortos. Decorriam os últimos meses de uma guerra fratricida que devastava Moçambique. Esboçavam-se os primeiros sinais da vontade de reconciliação nacional. O país tentava emergir de um longo período de conflito, de trevas e provações. Confiante de que as conversações em curso em Roma para alcançar a paz iriam pôr fim à guerra, a diocese de Inhambane decidiu reabrir o Centro Catequético do Guiúa para a formação de famílias de catequistas.

Cecília Jamisse é oriunda da região do Tofo-Inhambane

Nasceu no dia 15 de Agosto de 1951 no família de Jamisse Bande e Tofo Chaquice. Filha de pais de proveniência cultural Tsonga, deles recebeu valores morais e espirituais. Foi baptizada no dia 5 de Abril de 1970. No mesmo dia contraiu matrimónio com Faustino Cuamba. Era uma mulher adulta, respeitável, acolhedora e trabalhadora. O casal teve cinco filhos, que educou na tradição do seu povo e nos valores cristãos. As crianças acompanharam os pais na viagem para o Centro Catequético do Guiúa. Pertencente à comunidade de São José de Conguiana, o casal foi indicado pela equipa missionária da paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Inhambane.
Cecília e a filha Ivone foram mortas à baioneta. Um dos quatro filhos do casal foi levado pelos guerrilheiros para a base.